Garatujas Fantásticas lança hoje a coluna “Vou te contar”. Nela, convidamos uma criança ou adolescente para escrever para a revista. No post de hoje, minha amiga Tais da Silva Correa, de 13 anos, divide com a gente uma experiência cinematográfica! Tais é fã de Sr. e Sra. Smitch, Walk to Remember, Lembranças, Casa Blanca, Jogos Vorazes, Harry Potter (todos!), Percy Jackson, As Crônicas de Nárnia e os filmes da Disney em geral… No mês passado, ela criou um filme no colégio cujo título é Toca Raul. Olha só que texto bacana e que ideia mais inspiradora!
Por Tais da Silva Correa, 13 anos
Nós, alunos da Escola Carlitos, participamos de um projeto chamado Cem anos de juventude, criado pela Cinemateca Francesa. Neste ano de 2012, o tema era o real na ficção, então tivemos que criar um filme no qual a realidade interagisse com a ficção e depois mandá-lo para a França. Alguns colegas tiveram a oportunidade de apresentá-lo para outras escolas e países participantes do projeto.
Toca Raul, o nosso filme, foi apresentado em São Paulo no dia 15 de setembro, na Cinemateca Brasileira. Na ocasião, apresentaram-se também outros curtas que integraram o projeto – todos eles feitos por alunos de seis a 18 anos.
O curta-metragem criado pelos alunos do 8º ano da Escola Carlitos tem 13 minutos. Toca Raul narra a história de um grupo de cinco alunos (Gregório, Helena, Digo, Betão e Zé) que matam aula e vão de ônibus à Avenida Paulista. De lá, seguem até o Espaço Unibanco de Cinema para ver o filme “Raul – O Início, o Fim e o Meio” e, ao chegarem ao local, percebem que esqueceram os ingressos em casa. A solução encontrada pelos adolescentes é fazer um show nas calçadas da Av. Paulista para arrecadar dinheiro para as entradas do cinema. Quando conseguem a quantia suficiente, voltam ao cinema e entram sem problemas na sessão desejada, até que um imprevisto acontece.
O processo de filmagem foi de três dias para um curta-metragem que deveria ter entre dez e 13 minutos. Durante as gravações, passamos frio, fome e tomamos chuva. Mesmo assim, filmamos e tivemos um ótimo resultado final. Porém, para a realização prática do filme, que durou três dias, precisamos ter um ano de aulas de cinema com análises teóricas e exercícios de filmagem, o que foi bem chato.
Eu agradeço a todos os meus professores e a todos os meus colegas de classe que estiveram comigo nas filmagens e sabem pelo o que passamos. Obrigada!








1 garatujo comentou!
Rute Miriam Albuquerque falou:
15/10/2012
Que baita bacana. Super parabéns.
Faz uns sete, oito anos que comecei a ter quase a mesma ideia: produzir filmes junto com as crianças. A ideia ainda não nasceu para o mundo, mas está gestando…Por enquanto o que conseguimos foi criar dois documentários. Um deles concorreu no Festival Cine Celeste, em Paris. Acho o máximo incluir a produção de filmes como componente curricular. Que escola antenada esta sua. De novo: super parabéns. E imagino que a parte chata a que você se refere seja aquela que exige concentração, disciplina, pois foi pensada por outras pessoas. Mas o que importa é que a contribuição desta chatice depois se dilui na prática da vida cotidiana.
abraços malungos