Como é prazeroso ver o envolvimento dos meninos em um tema de trabalho é a resposta imediata que o caminho está certo. Essa semana foi uma daquelas especiais onde tudo fruiu, onde a sala de aula estava sem paredes e teto, dialogando com o mundo, e é isso que perseguimos.
Desde o início do ano estamos debruçados na nossa cidade, São Paulo, afinando o olhar sobre ela. Visitamos e revisitamos constantemente o caminho da escola até o Parque Ibirapuera, sempre descobrindo coisas novas nesse itinerário tão conhecido.
Durante esses últimos dias, pensávamos nos monumentos que encontramos pelo caminho. Já sabíamos o nome deles o que representavam, mas a grande questão foi refletir o porquê deles nas cidades. A discussão estava acalorada, com hipóteses incríveis e foi tomando, sutilmente, outro caminho. Quando percebi a conversa toda era sobre as placas de rua e seus nomes.
Choviam perguntas:
― Quem escolhe o nome da rua?
― Por que a placa é azul e não rosa?
― Por que não usam formas diferentes? Sempre retângulo, cansa.
― Será que existiu alguém com o nome da minha rua?
Meninos, meninas, professores, inspetores, cantineiras, seguranças, todos envolvidos para descobrir mais sobre o nome das ruas que moravam.
De repente as ruas foram ganhando caras, histórias, sentido…








