Meus colegas acham muita graça, mas adoro uma reunião de pais. E gosto mesmo! É muito bom poder mostrar aos grandes expectadores o que acontece dentro daquele espaço tão cheio de surpresas. Toda vez que entro na sala e encontro aquelas famílias cheias de curiosidade, me olhando com tanta expectativa, sou tomada por uma ansiedade profunda. Sinto-me tão responsável por transmitir da melhor maneira o caminho que estamos perseguindo, ali estão meus parceiros, pessoas que acreditam no que acontece naquela sala, participam ativamente, mas só como ouvintes e é naquele rápido encontro que tenho a oportunidade de fazê-los entrar e vivenciar a nossa sala de aula.
Para a reunião de pais dessa semana tinha a seguinte encomenda: mostrar como os meninos haviam chegado ao 3º ano, como terminaram o semestre e qual é minha expectativa para o término do ano. Tudo isso em todas as disciplinas que dou aula. Parece uma difícil tarefa, não é mesmo? Difícil se eu ficasse falando de objetivos, estratégias, avalições, se distanciar ficaria difícil. Mas como aproximar então? Passando a palavra para os meninos, sujeitos dessa sala de aula. E foi isso que fiz.
Busquei exemplos nas produções das crianças e em cima deles falei sim, de objetivos, estratégias e avaliações, mas dando voz aos meninos tudo ficou mais fácil. Querem ver?
Texto diagnóstico fevereiro 2012
O texto inicial me mostrava muita coisa, conheci meu aluno escritor através dele. Sabia que estava alfabético, já se preocupava com a escrita ortográfica, arriscava o uso do parágrafo e da letra maiúscula, mas não sabia como utilizar essas ferramentas a favor de um texto coeso e coerente. Tínhamos muito trabalho pela frente.
Texto diagnóstico junho 2012
Quanta diferença em tão pouco tempo não é? Só batendo o olho já é possível perceber uma grande mudança na postura desse pequeno escritor diante do texto. Não vou listar todas as conquistas, podemos deixar isso para um próximo post. Hoje o foco é outro.
Expectativa para o fim do 3º ano
E é esse o meu objetivo, que meus alunos se aproximem o máximo desta postura de escritor. Temos um longo e delicioso caminho a seguir.
A reunião de pais seguiu nesse formato em todas as disciplinas, acredito que tenha cumprido a encomenda e mais uma vez tenho a certeza que deixando meus alunos falarem aproximo com veracidade os pais e o trabalho realizado na sala de aula.











4 garatujos comentaram!
Rute Miriam Albuquerque falou:
20/08/2012
Por muito tempo eu tive “a minha escola”. Explico; sou efetiva na rede estadual de ensino e me lotei numa escola nela ficando por quinze anos. E lá me formei, aprendi, ensinei, vivi intensamente…Pois agora estou de casa nova, quero dizer: me removi para outra escola, beeeem pertinho de minha casa. Na escola antiga (na nova ainda não sei como é!) tínhamos o conselho de classe participativo. Que momento mágico, bem parecido com o que você descreve. Era no mesmo horário das aulas, só que elas eram interrompidas e as famílias adentravam à sala. Eu já as esperava, espalhando na sala tudo o que havíamos trabalhado, construído, confeccionado, emocionado, vivido, experimentado. Uns diazinhos antes eu conversava com as crianças sobre o processo de aprendizagem, o que estava bom e deveria continuar, quais os desafios e os que precisávamos vencer em curto, médio e longo prazo. Tudo era conversado, desde o comportamento das crianças e dos adultos envolvidos, a oferta da merenda, a limpeza dos banheiros, etc…E nós mesmos assumíamos compromissos para modificar, a partir do que era proposto. Tudo ficava registrado num cartaz e lido na frente das famílias, e cada criança contribuía com o que lembrava ou com o que desejasse. Tenho alguns destes momentos filmados, pois a energia que flui, a generosidade em compartilhar aprendizagens, e o orgulho de estar contribuindo com a formação de cidadãos responsáveis, tudo isto junto é muuuito grande.
Fatima falou:
20/08/2012
Adooro ler cada uma de suas histórias, causos e cenas cotidianas….adorovocê!bjokas
MCristina falou:
20/08/2012
Querida prof:
Todos nós – pais, mães e irmãos mais velhos – queremos que você saiba que também adoramos esse momento, principalmente quando o que vem à tona não é o desempenho, mas a alegria do conhecimento.
Compartilhar essa alegria é uma arte que esperamos que vocês continuem cultivando.
Muitos beijos!
:-)
Carla falou:
21/08/2012
Bota grande nisso, Rute.
Compartilhar sempre, Cristina.
Fá, e eu… vc!!!!