Também de Viana do Castelo, Portugal, mais uma história enviada para a Garatujas Fantásticas, dentro do concurso receita de conto de fada. Obrigada à educadora Pinha Fonseca pelo estímulo lindo aos seus alunos (de três a seis anos), e por ter participado com eles nessa nossa brincadeira. Até breve! Parabéns, sala das joaninhas do Externato Maria Auxiliadora.

Então por quê?

“Era uma vez um reino muito, muito distante, em terras longínquas com longos prados ao redor de um castelo encantador, embelezado com lindas rosas brancas, símbolo de uma paz que reinava desde sempre neste belo.

A rainha era linda, mesmo já tendo alguma idade, mas a beleza pairava sobre si, com belos e longos cabelos negros, uma pele com uma brancura extrema, em que os seus lindos olhos negros sobressaíam.

O rei era um homem robusto, com belos caracóis negros e lindos olhos azuis. Os reis amavam-se e desse amor que deslumbrava todo o reino nasceu o fruto, a linda princesa, portadora de uma beleza encantadora, com lindos cabelos negros encaracolados e olhos azuis, onde a sua palidez sobressaía e todo o reino ficava maravilhado por tal beleza…

A princesa cresceu, com o grande amor dos seus pais e correndo pelos lindos, longos e coloridos jardins que todos os dias, junto de sua mãe ou sua ama, o fazia, corria como se não houvesse amanhã, transmitindo uma alegria imensa.

Os anos foram passando e a princesa cresceu e conheceu um príncipe, que despertou seu coração. Seus pais aprovaram esse amor e o príncipe e a princesa casaram. A alegria e o amor reinavam até que certo dia, toda aquela paz parecia que estava a desaparecer.

O reino ficou numa enorme escuridão, porque uma bruxa, com os seus feitiços, tornou aquele reino escuro, em que todo o céu ficou negro, tudo perdeu a cor. As rosas ficaram murchas, aqueles jardins em que a princesa brincava quando pequena, ficaram negros e toda aquela beleza desapareceu, deixando todo o reinado esmorecido.

Então o príncipe nada conseguia fazer, pois estava amaldiçoado e não conseguia ajudar a princesa para voltar a vê-la a sorrir. A princesa lutou para que tudo voltasse ao normal, procurou devolver a cor às flores, aos arbustos e a todos os corações do reino, mas percebeu que isso era muito difícil e precisava de ajuda mágica. Andou, andou… Por vales, florestas, lugares arrepiantes, que coisas assustadoras!

E a princesa dizia:

- Que hei-de eu fazer? Já percorri longos e difíceis caminhos e ninguém me conseguiu ajudar. Socorro, ajudem-me!

Então a princesa já não sabia mais o que podia fazer e estava já a desistir, até que…

- Então minha linda menina, o que se passa contigo? O que te preocupa?

A princesa parou e levantou o olhar, perguntando:

- Quem és tu?

- Sou um pequeno mágico!

- Um mágico? Mas tu és uma criança!

- Mas sou um verdadeiro mágico, que as magias já ajudaram meus pais a sair da miséria.

- A sério?!? Então será que me podes ajudar?

- Claro, então o que precisas?

- O meu reino ficou numa total escuridão, não consigo devolver-lhe a cor, pois uma bruxa fez tal feitiço que nada, mas mesmo nada resolve. Apenas tu me podes ajudar.

- Ok, aqui estou eu para te ajudar.

- Tens que me dar esta noite para preparar a poção mágica e destruir o feitiço horrendo que essa bruxa fez ao vosso reino. E amanhã, verás que a paz e o encanto do teu reino voltarão.

Assim foi, uma longa e dura noite, o mágico preparou a poção mágica, em que fez o arco-íris aparecer e cada cor voltar ao seu lugar.

Na manhã seguinte, tudo aquilo era mágico, ver a cor do arco-íris voltar ao seu lugar, parecia que a cor caía do céu. As flores ganharam cor, os arbustos verdejavam, os passarinhos chilreavam de alegria… Que lindo!!

Todo o reino voltou ao normal, voltou à cor, voltou à alegria e o príncipe e princesa voltaram a ficar juntos e felizes e perguntaram:

- Para quê a maldade? A cor e a alegria são a melhor coisa que há no mundo, elas dão-nos vida.

E viveram felizes para sempre!”

Sala joaninhas, Externato Maria Auxiliadora

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Thais (287 Posts)

Thais Caramico acredita em carrossel, mas prefere ver o mundo do segundo andar de um ônibus vermelho. Tem uma bicicleta que dobra, uma cachorra chamada Baleia e a mania de se perder no miolo dos livros.