Uma semana no Rio de Janeiro com muito sol e uma lua extraordinária. Chegamos segunda-feira no final da tarde e logo na entrada da cidade fomos presenteadas com o pôr do sol de um lado e lua surgindo do outro, era difícil escolher para que lado olhar.
Passeamos muito, queria revisitar lugares que há muito tempo não ia e apresentá-los para Kamila, que não os conhecia. Fomos logo ao Corcovado, de lá podia mostrar a cidade toda às meninas. Quanta beleza… é indescritível! Ficamos horas ali, mergulhadas naquela poesia.
Na volta, enquanto mostrava detalhes no trajeto, comecei a contar como havia nascido aquela minha paixão pela cidade e não foi difícil chegar à escola. Fui logo dar uma volta no quarteirão do colégio que trabalhei quando morava no Rio. Pois é, morei no Rio!
A escola estava igual, linda, com todo seu verde. Estacionei um pouco e parecia ouvir as crianças arrastando os “erres” a me chamar – Carrrrla! Carrrrla! E logo estava contando para as meninas histórias dos meus pequenos carioquinhas.
O começo não foi fácil, pois eram muitas as diferenças, mas foi daí que nasceu um grande projeto. Embalados pelo Trenzinho Caipira de Villa-Lobos, descemos e subimos várias vezes a Serra das Araras, que separa São Paulo e o Rio. Fomos listando diferentes dialetos, diferentes comidas, diferentes paisagens, diferentes times de futebol, diferentes músicas, e construímos a partir das nossas diferenças uma história de amor. Eu pelo Rio eles por São Paulo.
O restante da viagem foi delicioso. Atravessamos a enorme ponte Rio-Niterói para visitarmos o MAC e nos deslumbrarmos com a vista do Rio. Heleninha nadou com muitos pinguins que chegaram da Patagônia para conhecer aquela orla linda. Passamos pelo imponente Jardim Botânico e faltou tempo para encontrar os amigos.
Saímos na manhã de sábado com destino ao Sul de Minas, para uma festa de São João na fazenda do meu tio.













1 garatujo comentou!
Mirna falou:
10/07/2012
Ah, se eu tivesse alguma professora com essa sensibilidade quando mudei do RS para a PB no meio do ano, certamente a minha vida teria sido bem mais fácil aos 11 anos.