A vida é assim. Cheia de altos e baixos, igual à rede lá de casa.
O ponto alto dela é que eu adoro imaginar um navio pirata.
Fiz uma bagunça com o Rabiscão!
O ponto baixo é que, droga, só existe um capitão.
Assista!
Gostou? Vem ler comigo!
{Capitão e marujo}
Entrei em férias e minha mãe disse para eu descansar um pouco.
Andava muito agitado por causa da prova de matemática.
Eu gosto de matemática. Ela é que não gosta de mim.
Bom, aí deitei na rede, que na minha imaginação virou um navio.
Um navio pirata. Fiz até um chapéu pra mim.
O Rabiscão é meu marujo.
Eu dou ordens nele, mas ele não obedece.
Por exemplo: “Marujo, sentado!”
Nada. O Rabiscão é um marujo desobediente.
Por isso, ele vai ter de andar na prancha.
E será comido pelos tubarões.
Mas meu navio não tem prancha. Então eu improviso.
Coloco o Rabiscão na borda da rede.
“Quais são suas últimas palavras, Rabiscão?”
(Latido)
Rabiscão me olhou triste.
(Latido)
“Você disse ‘eu te amo’, Rabiscão?”
(Latido, fazendo sim com a cabeça)
“Eu também te amo, Rabiscão. Desculpa!”
Nem terminei de falar direito e ele roubou o meu chapéu de pirata.
Colocou na cabeça e se sentou na minha frente.
Eu que virei marujo?
O jeito é deitar e descansar, do jeito que a mamãe mandou.
(Latido alto!)
(Garatujo acorda e levanta, assustado)
O que foi, Rabiscão?
(Latido alto)
(Garatujo aparece lavando o convés)
Eu também te amo, Rabiscão.






