A comemoração do dia das crianças este ano está sendo bem diferente aqui em casa. Desde o começo do mês, envolvida pela nuvem de compre isso, adquira aquilo, andei sondando os meninos só pra saber o que eles queriam ganhar. Lucca foi categórico: “Nada!”. Cauan me pediu uma bicicleta sem rodinhas pra treinar melhor. Então, fomos até a loja e… surpresa! Na hora de pagar, ele sacou a carteira do bolso e disse: “Mãe, vou pagar com o dinheiro que juntei da minha mesada!”
Bem, estou contando isso para chegar num ponto delicado que envolve as datas consumistas – ops, comemorativas. Antes de presentear nossos filhos, sobrinhos e netos, acho importante pensar sobre como conduzimos as coisas na nossa própria casa. É no lar que formamos os gostos, as preferências e, sim, o hábito de consumir.
Na televisão, canso de ver propagandas instigando os pequenos a ter isso, a comprar aquilo, a pedir aquele outro. Lá em casa, a publicidade passou despercebida – talvez porque eu esteja conseguindo, mesmo que num passo de formiga, mostrar aos meus meninos o real valor das coisas.
Daí que fiquei pensando também que, muitas vezes, são os adultos que querem presentear, dar algo que as crianças nem desejam e que, portanto, não vai ser usado, sentido, vivido, brincado. Culpa? Erro? Prefiro acreditar que seja falta de oportunidade para pensar no assunto, para refletir sobre os hábitos enraizados na nossa cultura consumista que nós, pais, levamos adiante sem avaliar o que os filhos querem de fato, como eles recebem e assimilam isso tudo que está aí, à disposição, de uma maneira tão simplista.
Foi para isso que selecionei esse vídeo do Instituto Alana que fala justamente sobre como a publicidade pode gerar um mal imenso às famílias. É para pensar, discutir, colocar em prática e, acima de tudo, ser feliz!
No mais, desejo a você e seus pimpolhos um dia das crianças especial. Diferente dos já passados, com muito mais amor, um abraço recheado de carinho e ao lado das pessoas que vocês mais amam. Porque esse é o verdadeiro sentido da data: dia de dar gargalhadas, de brincar junto e de inventar estórias que ficarão guardadas para sempre na memória.







