De todas as partes deliciosas da infância, a que eu mais gosto é a de poder criar, inventar, imaginar. E usar a imaginação e a criatividade para fazer das coisas simples, mirabolantes universos. Sabe quando a gente pega uma monte de planta para brincar de comidinha? Pois é bem disso que estou falando, dessa capacidade de transformar uma coisa em outra só por fantasia, pura diversão! Quando eu comecei a costurar, foi do mesmo jeito. Um retalho velho daqui, uma agulha dando sopa e um monte de bonecos na minha imaginação. Não deu outra: nasceu um amigo de pano todo torto, todo meu.

Desde então, me encantei com os trabalhos manuais e principalmente com a redescoberta daquela menina fantasiosa que (ai, que sorte!) ainda guardava em mim. Naturalmente com o tempo os meus projetos foram ficando mais elaborados, mais parecidos com as minhas ideias. E agora, virou um estilo de vida. Não são só retalhos que viram bonecos. São restos de lã que viram cachecóis, meias que viram bichinhos, papéis que viram histórias e por aí vai. E ainda conto com a ajuda do meu filho Daniel, que já desenhou vários monstrinhos para mim!

Essas aí da foto foram algumas das minhas primeiras criações. E você, o que acha de botar a mão na massa para criar e dar forma às coisas que você imagina?

Letícia Pacheco (24 Posts)

Letícia Pacheco é mãe de um menino-sagui e vive a sonhar com florestas, ogros, contos, cores e zebras. Dia desses, resolveu costurar seus sonhos e fez da agulha e linha seu ganha-pão. Adepta do faça você mesmo, faz de tudo um pouco e ama (quase) tudo o que faz.