Maravilhoso o post de hoje da Lu, não é? Ele me fez lembrar de dois parquinhos públicos de São Paulo que eu conheci quando escrevia para crianças no Estadão. Os lugares me marcaram porque todo mundo se divertia muito, sem pressa ou disputa. Na época, fiquei sabendo que ambos tinham sido criados pela arquiteta Márcia Maria Benevento, unindo aspectos de arte e educação à necessidade que as crianças têm de se movimentar e expressar. Incrível!

Pode parecer apenas um lugar temático (o que já seria bacana), mas por trás dessas formas há outros elementos. É assim, num espaço repleto de criatividade, interação e curiosidade que esses “parquinhos” acabam incentivando e estimulando todo mundo a ser mais sociável. Naturalmente.

Uma obra-brinquedo está dentro do Parque Lúdico do Sesc Itaquera e é uma orquestra mágica. Em uma área de 1.000m², brinquedos enormes em forma de instrumentos musicais representam as famílias de sopro, cordas e percussão e fazem a vez de escorregadores, trepa-trepa e labirintos.

A outra é um jacaré gigante, com escadinhas em várias partes do corpo e buracos na “pele” – por onde a criança passa até chegar na barriga do crocodilo, antes de escorregar por sua língua! Pois esse mesmo jacaré é hoje assunto no mundo todo. E a culpa é da polonesa Agata Olek, conhecida por cobrir carros, esculturas e até um apartamento inteiro com crochê. A obra em Interlagos aberta ontem ao público faz parte da  Mostra Sesc de Artes e é como o graffiti: efêmera. Se quiser ver de perto, corra lá, pois no dia 29 o jacaré já vai estar peladinho de novo!

Olek passou uns dias em São Paulo e contou com a ajuda de crocheteiros voluntários para terminar a obra. Na semana passada, eu falei com ela para saber um pouquinho mais do projeto, mas como ela está viajando sem parar, ainda não conseguiu parar pra responder. Assim que ela me mandar eu atualizo aqui! =]

Todas as fotos acima são lost.art.

Thais (287 Posts)

Thais Caramico acredita em carrossel, mas prefere ver o mundo do segundo andar de um ônibus vermelho. Tem uma bicicleta que dobra, uma cachorra chamada Baleia e a mania de se perder no miolo dos livros.