O sábado valeu a tarde. Eu, Marcelo e nosso pequeno Lucca imergimos de cabeça no universo desse famoso garotinho de madeira que queria ser gente a todo custo. Pinóquio: uma Bela Arte fica até 18 de novembro no Sesc Belenzinho (SP) e afirmo que vale m-u-i-t-o a pena ser visto.
O misto de literatura e arte contemporânea oferece caminhos incríveis, numa experiência sensorial tão forte que, ao final, a vontade é de correr para o início e rever tudo com mais atenção.
É verdade que vale dar uma recordada na história original do italiano Carlo Collodi – especialmente para os pequenos – porque ali nenhuma frase remete ao conto. É um mundo interativo composto por nove instalações que reservam vivências lúdicas e muitas reflexões. Todas nos fazem sentir e redescobrir quem é esse personagem tão curioso e inquieto, mas sempre por meio de imagens e imaginação sem fim.
Não quero me alongar muito nos detalhes, porque acredito que qualquer experiência sensorial deve ser o mais individualizada possível, mas as fotos aí de baixo certamente falam por si.
Sonho Dourado: ilusões em um campo de bolas-moedas de ouro
MetaAmorPhosis: que tal voar, transcender e ir além na visão de mundo?
Castelo de Açúcar: desconstruir, construir, mas sempre com a ajuda de outros, exatamente como fazem as abelhas
Paredes Avessas: no país da folia pode tudo! Até rabiscar as paredes num sonho infantil de tremenda alegria!
Big Fish: que medo do enorme monstro do mar (ou será de dentro de mim mesmo?)…
E depois das instalações, o passeio segue para o Grande Ateliê do Pinóquio, um espaço de total interação, com exposição de publicações, bonecos e objetos históricos, jogos, construção de marionetes e até flores coloridas que permitem às crianças recompor diálogos originais do texto As Aventuras de Pinóquio como em uma espécie de telefone sem fio.
Ilha das Abelhas Operárias: está me ouvindo, Luccaaaaaaaaaa?!
Que mundo encantado!
Teatro das Marionetes: momento de criação!
Esse é o Pinóquio feito por nós! Lindo, lindo!
Por fim, a contação de uma história ainda atraiu a atenção do Lucca, que se viu em apuros ao ver o nariz do menino de madeira crescer, crescer, crescer…






















