Numa pequena cidade da Europa, um bando de crianças está levando os pais, os professores e até o prefeito à loucura. Não passa um dia sem que nossos pequenos terríveis amarrem o despertador no rabo do gato, joguem tinta na florista ou arremessem galinhas na sala de aula!

Sabendo que os castigos e ameaças não funcionam mais, os adultos da vila resolvem dar um susto nesses incontroláveis garatujos. Organizam um piquenique para passar o dia fora e deixam um bilhete para as crianças: “Não sabemos mais o que fazer. Vamos embora para sempre. Adeus!”

Logo, a criançada se divide em duas gangues. Enquanto uns se preocupam com a comida, com os pequenos e começam a se organizar, os outros só querem saber de aproveitar tudo o que não podiam fazer quando os pais estavam por perto. Os adultos enfrentam um pequeno contratempo no meio do plano e não voltam tão cedo quanto gostariam. Nem preciso dizer que mais ou mais tarde essa tensão entre os opostos vai acabar virando uma verdadeira guerra.

Não posso contar aqui pra vocês o final da história, mas achei incrível o desfecho da guerra. Mesmo sem os pais e professores mostrando o que não se pode fazer através de punições e castigos, as crianças decidiram juntas o limite do certo e do errado. Afinal, essa qualidade mora dentro de todos nós, não importa a idade. Não é mesmo?

 

Título: A cidade das crianças

Título original: Les enfants de Timpelbach

Direção: Nicolas Bary

França – 2008 (disponível em DVD)

Ana Belizário (40 Posts)

Ana Belizário é arquiteta e quando era pequena gostava de desenhar casas, cavalos e bailarinas. Hoje desenha prédios com muitas, muitas janelas. Quando quer descansar de ser adulta, coloca um filme bem gostoso, apaga as luzes da sala, e deixa a luz azulada tomar todos os pensamentos até ficar só a imaginação.